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Graduando em História, é associado do Livres e coordena nosso Clube do Livro. Nasceu em Belo Horizonte. Gosta de liberalismo, política, Formula 1, estudar História e de batata.

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Entre os pensadores que causaram um grande impacto no movimento liberal brasileiro contemporâneo, poucos são tão influentes quanto Friedrich Hayek. Nascido na Austria, ele levou a palavra da Escola Austríaca de economia para o mundo. Hayek também escreveu O caminho da servidão, a obra que o Clube do Livro analisará em julho.

A obra rapidamente ganhou popularidade. Keynes, aliás, chegou a elogiar o livro e concordar, “moralmente e filosoficamente”, com todas as ideias d’O caminho da servidão. Graças a popularidade do texto, Hayek alcançou renome mundial como um grande defensor da liberdade.

Continue a leitura e saiba mais sobre o pensamento de Hayek e como ele ainda nos impacta até hoje!

Quem foi Friedrich Hayek?

Friedrich Hayek é um economista que nasceu em Viena, na Austria, em 1899. Formado em economia, ganhou o prêmio Nobel da área em 1974 pelas pesquisas feitas sobre teoria monetária e flutuações econômicas. Hayek é, junto com Ludwig Von Mises, um dos mais famosos expoentes da Escola Austríaca de economia.

Além de economista, Hayek produziu trabalhos de filosofia política e teoria social. Parte desses textos não seriam possíveis sem a sua participação em grupos de estudo durante os seus anos como estudante. Para além dos seminários promovidos por Ludwig Von Mises, o economista pesquisou, em seu tempo livre, sociologia, filosofia e teoria literária.

Como muitos veteranos da Primeira Guerra e um liberal muito influenciado por Tocqueville, Hayek dedicou parte da sua vida ao combate ao totalitarismo e aos regimes a-liberais. Além de Viena, o economista também trabalhou na London School of Economics, na Universidade de Chicago e na Universidade de Freiburg.

Qual o caminho da servidão?

O caminho da servidão, livro publicado originalmente em 1944, foi escrito entre 1940 e 1943. O título é inspirado nas ideias sobre regimes despóticos de Alexis de Tocqueville. Hoje, é considerada uma das principais obras do liberalismo contemporâneo pela sua argumentação poderosa e o timing preciso.

O livro teve como motivação a força que as ideias socialistas estavam ganhando na Inglaterra e as vivências de Hayek nas décadas anteriores. O argumento básico do livro está pautado pela ideia de que o aumento do controle econômico nas mãos do governo leva ao totalitarismo. O aumento da regulação da economia, nas suas palavras, não era algo que poderia ser separado do controle de outras partes do nosso dia a dia.

Um grupo pequeno de burocratas não teria a habilidade de processar todos os dados sobre o mercado no tempo necessário para tomar decisões adequadas para planejar, de modo centralizado, todo o funcionamento da economia. Isso criaria um ciclo em que a força do governo aumentaria gradualmente. Como consequência, além de inflação e pobreza, a sociedade teria uma perda contínua da sua liberdade.

Outras contribuições de Hayek

O trabalho de Hayek na área de economia é estudado até os tempos atuais. A maior parte das suas pesquisas envolviam temas como os ciclos econômicos, a teoria do capital e a teoria monetária. Inspirado em Adam Smith, o austríaco mostrou que economias livres eram muito eficientes em coordenar os esforços de produção dos agentes econômicos de modo espontâneo.

Isso, aliás, seria o principal problema de teorias econômicas como o socialismo. O modo como a economia se move torna impossível para o burocrata estatal conseguir manter a estrutura de preços funcional. Os dados necessários para fazer esse trabalho estavam em constante mudança, o que levaria o Estado a sempre trabalhar com registros desatualizados.

A magia do livre mercado está na sua habilidade de disseminar dados e garantir que os agentes econômicos sempre façam boas decisões. As trocas voluntárias permitem às pessoas comprarem o que desejam pelo melhor preço possível. Tudo isso sem a interferência de atores externos.

Assim como Milton Friedman, parte do que Hayek escreveu estava em um constante debate com Keynes. O austríaco acreditava que as políticas keynesianas para o combate ao desemprego levariam à inflação. Afinal, para manter o número de empregados alto, o banco central teria que manter a circulação de moeda em uma quantidade crescente ao longo do tempo.

Um democrata radical

Muitas pessoas costumam adotar posturas radicias ao longo da sua vida. Hayek tomou o caminho contrário: ao longo dos anos, reforçou a sua defesa pela liberdade e a ideia de que o liberalismo é o caminho para a prosperidade.

De certa maneira, Hayek adotou posturas mais liberistas do que liberais, o que não eclipsou a sua contribuição para a tradição liberal. Apenas serviu para demonstrar a sua crença de que é a ação humana autônoma e descentralizada a melhor maneira de vencer os desafios da vida em sociedade.

Para debater em detalhes O caminho da servidão e as ideias de Hayek, o Clube do Livro se reunirá domingo, dia 19, às 20:00. Clique aqui para receber o link de acesso ao nosso webinário e participe do nosso grupo no Whatsapp!


Para conhecer mais sobre Hayek: