Perguntas
Frequentes

O que aconteceu com o Livres após a saída do PSL?

O Livres se tornou um movimento liberal suprapartidário que desenvolve lideranças, políticas públicas e projetos de impacto social com o objetivo de renovar a política e construir um Brasil mais livre junto com as pessoas que mais precisam.

O Livres entrou em algum partido?

Não. Após a nossa saída do PSL, o Livres se tornou um movimento liberal suprapartidário que desenvolve lideranças, políticas públicas e projetos de impacto social. As nossas lideranças que apresentarão candidaturas se filiaram a partidos que se comprometeram a lhes dar autonomia para uma atuação baseada em nossos princípios.

O Livres terá candidatos nas próximas eleições?

Sim. Alguns de nossos associados estão apresentando candidaturas através de partidos que se comprometeram a lhes dar autonomia para uma atuação baseada em nossos valores e princípios. Confira a lista no nosso hotsite especial.

O Livres está apoiando algum candidato à presidência?

Não. O Livres repudia os populismos extremistas e não apoia institucionalmente nenhuma candidatura, mas alguns de nossos conselheiros participam da formulação de programas de governo de três campanhas: Diogo Costa integra a equipe de João Amoedo; Persio Arida contribui com Geraldo Alckmin; e Ricardo Paes de Barros colabora com Marina Silva. Leia a nota oficial que publicamos sobre esse assunto.

Como o Livres está atuando?

O Livres atua prestando suporte para o desenvolvimento de lideranças liberais, realizando ações de ativismo em defesa da liberdade, formulando políticas públicas transformadoras e executando projetos de impacto social.

Por que o Livres é importante para o país?

Nós somos a única força política brasileira que defende a liberdade por inteiro, na economia e nos costumes, com integridade de valores e foco na melhoria de vida dos que mais precisam.

O Livres possui democracia interna?

Sim, o que não deve ser confundido com democratismo. O Livres é uma associação que atua de maneira participativa, acolhendo a colaboração de todos os associados, com abertura para o debate e a divergência entre diferentes correntes do pensamento liberal, mas sempre dentro de um escopo delimitado por 17 princípios inegociáveis cuja garantia de observância é responsabilidade do seu Conselho Nacional.

Qual é a vertente liberal do Livres?

As tradições liberais e libertárias abarcam uma grande diversidade de tendências que buscamos congregar em torno da construção de um Brasil mais livre através de uma agenda gradual com sensibilidade social, defendendo a liberdade por completo, na economia e nos costumes.

O que é liberdade para o Livres?

Liberdade é poder escolher. Acreditamos que todos devem ser livres para construir o seu próprio caminho como protagonistas de suas vidas. Para isso, precisamos diminuir a coerção (limitando o Estado e diminuindo a violência) e aumentar a cooperação, construindo uma sociedade livre com um mercado aberto, dinâmico e plural – ferramenta essencial para a promoção de um ambiente com mais diversidade de opções e, portanto, maior liberdade de escolha para todos.

O Livres é de esquerda ou direita?

Pode parecer clichê, mas realmente não acreditamos mais na eficiência da dicotomia entre “direita x esquerda”: o mundo não é binário. Aos olhos de um conservador, o Livres pode ser um movimento mais a esquerda, porque defendemos a liberdade nos costumes – que cada pessoa seja livre para viver sua vida como melhor lhe parecer. Aos olhos de um socialista ou mesmo de um social-democrata, o Livres está mais a direita, porque defendemos a liberdade também em questões econômicas – que as pessoas possam realizar negócios e trocas voluntárias, trabalhando e colaborando livremente. Em outras palavras, entre esquerda e direita, escolhemos a liberdade.

O que é ser liberal?

O grande compromisso do LIVRES é com a defesa da liberdade para todos. Por muitos anos, no Brasil, ser liberal foi associado a ser antissocial, ter falta de empatia ou incapacidade de exercer alteridade. Nada mais errado. Ser liberal é acreditar que a liberdade individual e a cooperação social são capazes de nos levar a um mundo mais próspero, com mais autonomia, menos violência e menos pobreza.

Defender a liberdade individual é pensar só em si mesmo?

Uma defesa puramente egoísta da liberdade não teria grandes méritos, já alertava o filósofo espanhol José Ortega Y Gasset. Pense bem: é quase instintivo para o ser humano pedir liberdade para que possamos fazer aquilo que queremos. O maior diferencial do liberalismo, aquilo que verdadeiramente distingue liberais de não-liberais, é o compromisso em defender a liberdade do outro – mesmo quando a escolha do outro contraria a nossa própria vontade. Essa é a liberdade que não se resume à teoria, mas se realiza em pessoas: a capacidade do hétero amar a liberdade do gay, do ateu amar a liberdade do cristão, do empresário amar a liberdade de seu concorrente. Essa é a marca do LIVRES: a defesa da liberdade para todos.

Ser liberal é defender as empresas?

Não. Ser liberal é defender o livre-mercado, o que é muito diferente de defender empresas ou agentes específicos que atuam no mercado. Na verdade, defender empresas através do Estado é uma postura típica do patrimonialismo e da política de compadrio, justamente o que nós combatemos. Os indivíduos não devem ser subordinados ao abuso de poder sintetizado pela união entre capital e Estado. No passado, o liberalismo empreendeu um cisma entre a Igreja e o Estado. Agora temos o desafio de distanciar o Estado da Economia, diminuindo as influências do poder político sobre os processos de mercado, construindo um ambiente verdadeiramente aberto a criatividade, inovação e geração de riqueza.

Qual o papel do Estado na visão do Livres?

O Estado deve prover primariamente os serviços de segurança e justiça, além de promover a emancipação de seus cidadãos facilitando o acesso dos mais pobres a serviços de educação, saúde e previdência, essenciais para que as pessoas possam construir os seus próprios caminhos e caminhar com suas próprias pernas.

As ideias do Livres já foram aplicadas em algum país?

Sim, em diferentes graus. Uma das formas mais interessantes de analisar o impacto do liberalismo no mundo é através dos rankings de liberdade econômica desenvolvidos pela Heritage Foundation. Na edição 2017 do índice, o Brasil fica apenas na 140ª posição, enquanto o top 5 dos países economicamente mais livres do mundo na atualidade é composto por Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Suíça e Austrália.

O Livres é a favor de privatizações?

Sim. O Estado deve ter um escopo de atuação limitada, o que é incompatível com o papel de estado-empresário. Isso não significa que qualquer modelo de privatização seja positivo: não apoiamos simples transferências de monopólios, mas processos verdadeiros de abertura de mercado, com competição e dinamismo. Nesse sentido, cada caso merece ser devidamente analisado em favor da construção de modelos de privatização que gerem o mínimo possível de distorções como excessivas concentrações de mercado, sempre priorizando a livre concorrência.

O Livres é a favor das drogas?

Não somos a favor das drogas, mas da descriminalização de seu uso, comércio e produção. Defendemos que esse assunto seja encarado com mais racionalidade e menos tabu na formulação de políticas públicas. O Brasil possui uma taxa média de 60 mil homicídios por ano, com índice de resolução judicial inferior a 10% dos casos. Isso quer dizer que temos mais vítimas da violência do que na guerra da Síria e que nossas polícias e justiça não conseguem solucionar os crimes, processar os suspeitos e punir os culpados. Nesse contexto, propomos uma nova política de segurança pública, com prioridades rigorosamente bem definidas em torno da prevenção e investigação dos crimes contra a vida.

Qual a posição do Livres sobre aborto?

O Livres não tem uma posição fechada sobre o tratamento legal que deve ser dado ao aborto. Nós defendemos a liberdade sempre, acreditando que o único limite ao indivíduo devem ser eventuais danos causados a terceiros. A complexidade do aborto passa justamente pelo profundo e interminável debate quanto ao início da vida: o aborto traz ou não danos a terceiros, para além da própria mulher envolvida? O feto deve ser considerado um sujeito de direitos ainda dentro do ventre da mulher? A partir de quanto tempo? No Livres temos ampla diversidade de pensamento sobre essas questões.