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A) Estou me sentindo solitário. Não devo ser o único. E não é a primeira vez. Talvez eu me pronuncie e não seja ouvido. Ainda assim, é importante pensar, analisar e falar. É fundamental que se fale nesse momento. Quando parece não haver opções, há sempre as palavras. A última vez que senti a mesma solidão foi após a vitória nas urnas que levou à Presidência da República Federativa do Brasil um homem que representava mudança, uma ideia que simbolizava esperança e um partido que significava confiança. Era praticamente impossível encontrar alguém que, naquele momento, criticasse Luiz Inácio Lula da Silva. Era raríssimo apontar alguém com a coragem de questionar o Partido dos Trabalhadores. Colocar em dúvida o futuro brasileiro era uma verdadeira afronta ao desejo de cerca de sessenta por cento dos eleitores que escolheram mais do que um candidato. Para além de uma eleição, vivenciamos em 2002 um processo mítico. Os mitos, como bem definem os dicionários, podem ser criaturas fantásticas sem paralelo na realidade. E também podem ser a interpretação ingênua dos fatos.

B) Naquele ano, ainda não tinha a compreensão da política que tenho hoje. Democracia, caso eu fosse perguntado, poderia ser apenas um processo que conta com o voto das pessoas. No entanto, ainda que cercado das preocupações básicas de quem iniciava o ensino médio, não me parecia ponderado abrir mão do ingrediente fundamental na sustentação do Estado Democrático de Direito: a dúvida. Parecia-me razoável duvidar que os problemas nacionais fossem resolvidos por completo somente por uma força mítica. Era compreensível duvidar que um partido que sempre se colocou acima dos interesses nacionais faria diferente ao exercer o poder. Não. Nem isso me era permitido.

C) Diante da eleição indireta de Tancredo Neves, o PT teve a opção de escolher entre o Brasil e o partido. Escolheu o partido. Diante da promulgação da Constituição erguida por Ulysses Guimarães, o PT teve a opção de escolher entre o Brasil e o partido. Escolheu o partido. Diante da estabilização econômica com o Plano Real capitaneado por Fernando Henrique, o PT teve a opção de escolher entre o Brasil e o partido. Escolheu o partido. A mim, diante da sua chegada ao poder, restava uma obviedade. Entre o Brasil e o PT, a preferência seria obviamente priorizar o partido. É mentiroso afirmar que o governo petista não teve êxitos. Teve e foram muitos. Embalados numa estabilidade e contando com os ventos favoráveis do mundo, vivemos um bom período. É inegável dizer que a vida mudou. Para quem mais precisava, houve avanço verdadeiro. Entretanto, reconhecer méritos não impede ninguém de apontar os erros. Enumerá-los por completo não convém. Vou apontar um só. Erro esse cometido de tempos em tempos no Brasil: subverter o regime democrático ao populismo autoritário. Quem respeita a democracia, aceita as regras que ela pressupõe.

D) Quem destrói um parlamento sucumbindo diante da compra dos parlamentares que colocam preço nos próprios mandatos não respeita a democracia. Quem subjuga todas as articulações possíveis da sociedade aos caprichos de um partido não respeita a democracia. Quem aponta aos críticos um dedo que indica a própria traição à pátria não respeita a democracia. Quem ignora ditaduras para além das próprias fronteiras, tendo em seus ditadores aliados para um projeto político, não respeita a democracia. E afirmo muito enfaticamente que desrespeitar a democracia tem um custo alto. O populismo autoritário resistiu à tentação de um terceiro mandato, mas não conseguiu evitar o costumeiro gesto de sobrepor o partido ao Brasil. Para prosseguir no poder, diante da queda de todos que originalmente planejavam usar a faixa presidencial, escolheram a pessoa que, pelo menos até o momento, se comprovou a mais incapaz da altura que o cargo exige. E para arcar com os custos de convencer o eleitorado do contrário, o mecanismo substituiu o mensalão pelo petrolão. Assim, a seiva corrupta continuou a fazer frondosa uma árvore que não teria como oferecer outra coisa senão frutos venenosos ao Brasil.

E) Dez anos após uma posse presidencial repleta de esperanças em 2003, uma sociedade conectada em rede distribuída, sem explicações ainda bem delineadas, tomou as ruas com a bandeira da insatisfação em 2013. Do que reclamavam? De tudo. O que incomodava? Tudo. O que mudou? Nada. Os milhões de insatisfeitos viram ainda o símbolo nacional que a todos também une ser humilhado. E diariamente a televisão passou a mostrar as entranhas do sistema político eleitoral escancaradas pela operação Lava-Jato. Ainda que ela tenha fundamental importância no combate à corrupção, faltou ao povo, ou a maioria dele, compreender que num Estado Democrático de Direito, o Poder Judiciário não substitui o Poder Legislativo e tampouco consegue transformar anseios sociais em algo concreto.

F) É no Congresso Nacional que uma nação deve depositar as suas expectativas, não no Supremo Tribunal Federal (que não se fecha com um soldado e um cabo) e nas funções essenciais à Justiça. Somando um impeachment com um modelo político onde nem a situação nem a oposição conseguem se conectar ao que deseja um povo, produziu-se um terreno pantanoso. É dos antros pegajosos deste pântano que temos tentado nos livrar há décadas! Esse cenário nauseante soma instituições flácidas com analfabetismo democrático. Esse caos une um retrocesso econômico ao avanço de problemas que pareciam superados. Há ainda um abismo social que voltou a se aprofundar e a sua mais cruel consequência: a violência que ceifa vidas todos os dias.

G) Afirmo que parcela daqueles que passaram os últimos anos, e vão-se dezesseis anos, tentando apontar as falhas, ouviu todo tipo de ofensa. Eu incluído. Não preciso dizer do que fomos xingados. Não é difícil se lembrar. Lula jamais aceitou quem discordasse dele na sua trajetória do palácio a prisão. Dividiu o Brasil. Éramos nós e eles. Eram eles e nós. Essa sua obra foi agora concluída. Vivemos num país que deixou de acreditar em si. Estamos cercados de pessoas que têm medo. O temor quando se une à descrença faz as pessoas tomarem decisões inacreditáveis. Era de se imaginar que, passados quatro mandatos populistas autoritários, talvez víssemos a sociedade brasileira compreender que não adianta seguir nessa direção. Era de se imaginar. Todavia, há um povo amedrontado. Todavia, há um povo indignado. Todavia, há um povo que, ao contrário de muitos outros, acredita em atalhos. Há um povo cujo o ato de votar ainda não se consolidou numa geração.

H) A democracia brasileira é construção recente. Foram precisos 67 anos num regime imperial, 41 anos de uma república envelhecida e 15 anos de um Estado que se dizia Novo para garantirmos o voto a todos. E mesmo a partir de 1946, vimos o Brasil acreditar em atalhos que custaram muito caro. Ainda pagamos o preço de nove anos sob a influência do populista autoritário Getúlio Vargas. Ainda pagamos o preço de nove meses conduzidos com a irresponsabilidade do populista autoritário Jânio Quadros. Ainda pagamos o preço do populismo autoritário marcado pela farda e pela farsa. 21 anos de uma ditadura militar que se estabeleceu no poder mais pelo aplauso das massas do que pelo barulho das armas. Eu sei que a desilusão criada por uma fila de políticos que não respeitaram a política nos últimos 30 anos da Nova República fez com que as pessoas desejassem algo diferente. A Constituição trigenária, pobre dela… Não a honram. Não a celebram. É como se 2003 não tivesse ficado para trás. É como se 2018 voltasse 16 anos no tempo. Estou me sentindo solitário. E não devo ser o único. Lula não compreendeu os riscos. Imaginou-se capaz de manter o PT no poder apesar de tudo. Escolheu a forma. Escolheu o tempo. Escolheu o adversário. Jair Messias Bolsonaro.

I) Há quatro anos quem poderia dizer que ele seriapPresidente da República Federativa do Brasil? Nem ele próprio. Se alguém pudesse definir num exercício de imaginação qual seria a forma do nosso Chefe de Estado e o formato do nosso Chefe de Governo, considerando tudo que o país vivenciou nos últimos anos, não acredito que ele teria a forma e o formato de um deputado federal que habita o Congresso Nacional há sete mandatos desde 1991. Nesse período, ele foi filiado ao PDC, ao PP, ao PPR, ao PPB, ao PTB, ao PFL, ao PSC e ao PSL. Conseguiu utilizar a própria influência para eleger também seus três filhos para cargos eletivos.

J) Na sua carreira militar, há a insolente junção de falas misóginas, homofóbicas e racistas ao recorrente gesto de louvar torturadores. O que pensa sobre economia? Ele próprio afirma que de economia não nada entende. Não preciso repetir suas polêmicas. Elas são bases da projeção que lhe levou onde chegou. Seria eleito não tivesse sido esfaqueado? Jamais saberemos se a exposição ao contraditório e a cobertura menos ampla fariam diferença. O fato está consumado. E eu só gostaria de ser respeitado na minha dúvida. E repito: a dúvida é essencial no Estado Democrático de Direito. Nunca torci para o governo Lula dar errado. Jamais torcerei para o governo Bolsonaro dar errado. Eu torço sempre a favor do Brasil.

K) A vitória nas urnas levou à Presidência da República Federativa do Brasil um homem que representa mudança, uma ideia que simboliza esperança e um partido que significa confiança. Se não para mim, para a maioria da população. Quero, portanto, definir a minha posição. Mesmo me sentindo solitário, sei que eu não estou sozinho. Aos que pensam que o clima acirrado criado na eleição vai se dissipar, trago más notícias. O acirramento vai piorar. O que vai acontecer? Da mesma forma com que o Lulismo e o Bolsonarismo levaram uma série de insatisfeitos para um segundo turno contra nossa própria vontade, ambos seguirão agindo no sentido de manter-nos indefinidamente como reféns. É conceitualmente equivocado dizer que o Brasil se encontrou coagido a escolher nesta eleição o caminho do fascismo ou o caminho do comunismo. Posso compreender os motivos que deturparam a devida conceituação das opções. Numa guerra, a primeira vítima é a verdade.

L) E a verdade é que estivemos todos diante de uma só escolha: o populismo. O populismo encurralou a democracia brasileira e tão somente permitiu a diferenciação de tonalidades. A conexão direta entre um líder e as massas sem o intermédio das instituições não tem nada de novidade, mas continua sendo algo terrivelmente atraente. O Partido dos Trabalhadores não disse a verdade ao se apresentar como a única opção democrática diante do “fascismo”. Mentiu porque não há fascismo. Mentiu por que o PT não é democrático. O que há é um populismo autoritário, i-liberal e majoritarista, personificado na figura de um ex-presidente preso.

M) O Partido Social Liberal não disse a verdade ao se apresentar como a única opção liberalista diante do comunismo. Mentiu porque não há comunismo. Mentiu por que não é liberal. O que há é um populismo autoritário, i-liberal e majoritarista, personificado na figura de um presidente eleito. No mundo inteiro, a democracia passou a conhecer novos oponentes. Há tempos que a ameaça deixou de ser o fascismo e o comunismo. O populismo i-liberal e majoritarista é o principal adversário de quem é verdadeiramente democrata. Não iríamos nos transformar na Venezuela. Não vamos retornar à Ditadura Militar. Isso é uma farsa. As farsas também são usadas para vencer eleições. A democracia no Brasil não corre o risco de acabar, por enquanto. O perigo iminente é o seu enfraquecimento. E isso se deverá à instalação do populismo no governo e a ao populismo que pretende garantir a hegemonia da oposição.

N) Eu não sou um populista. Eu não me deixo levar pelo populismo. Eu me coloco a serviço da democracia e pretendo fornecer um auxílio permanente a sua manutenção e ao seu aprimoramento. Isso não é possível sem instituições. Na minha meta, quem as enfraquece é um adversário. No meu propósito, quem as ignora é um autocrata. Não se combate autocracia com mais autocracia. O que derrota autocratas são as palavras que eles se recusam a ouvir ou querem impedir que sejam ditas. O que transtorna seus apoiadores é permanecer firme diante da sanha que não suporta contradição.

O) Compreendo o voto contrário ao PT, embora discorde dele, mas não consigo imaginar que a totalidade dos eleitores do presidente eleito concorde com tudo que ele diz. E espero que discorde ainda mais caso ele desejar transformar suas frases em ato concreto.(As minorias têm de se curvar às maiorias). Não. As minorias não se curvarão. (As minorias se adequam ou simplesmente desaparecem). Não. As minorias não se adequarão. Não. As minorias não desaparecerão. (As leis devem existir para defender as maiorias). Não. Em uma democracia, não. E se essa lição ainda não foi aprendida, garanto que ela será.

P) A minha posição é contra o populismo. Esteja ele na situação, esteja ele na oposição. Os populistas estão na situação. Os populistas estão na oposição. Os políticos que optarem por esse mesmo caminho poderão ser punidos. A punição poderá vir nos comentários, nas ruas ou nas urnas. Não é fácil, eu sei, escolher essa posição. Todavia, de políticos que pensam apenas nas curtidas, nos cumprimentos e nos votos, o Brasil já se farta. Eles, justamente por isso, surfaram na onda populista e ganharam muitas cadeiras no Congresso Nacional. Essas cadeiras (talvez) deixaram de ser assentos dos corruptos e passaram a ser assento dos populistas. Resistir a essa tentação é o que difere um demagogo de um democrata.

Q) As pessoas que optarem por esse caminho poderão ser punidas. A punição poderá vir da indignação de ambos os lados que lhe chamarão exatamente do que eles próprios espelham. É crucial dizer que os dois lados não querem outras opiniões e sequer respeitam o contraditório. Para a sua existência, só pode ser permitida a sua coexistência. Quem for contra ambos destrói essa simbiose populista premeditadamente calculada. Ao nos dizermos oposição ao governo populista e ao anti-governo populista, nós, os que apreciam a democracia, seremos pouco compreendidos. Ainda menos do que hoje o somos, correndo o risco de desaparecermos da cena política como força relevante. A depender da capacidade de articulação da resistência democrática e da nossa habilidade de nos identificarmos, isso será o mais provável. No entanto, lembro Cícero: “A minha consciência tem mais peso para mim do que a opinião do mundo inteiro.”

R) É preciso deixar claro que estamos numa fase preliminar de um dos mais complexos momentos da história brasileira. Há muitas providências a serem tomadas. E eu não tenho muito mais a oferecer do que caráter, coragem e coerência. Porém, é fundamental deixar claro que esse ato de resistir só será verdadeiramente democrático se e somente se opor-se ao mesmo tempo à situação bolsonarista e à oposição lulista. Quem não aderiu à nenhuma das correntes já compreendeu isso. E quem escolheu uma das opções para evitar a outra ainda pode compreender o mesmo. Opor-se aos dois populismos não exige de maneira alguma não compreender as opções feitas pelas pessoas que se viram encurraladas.

S) Nossa principal tarefa não será erigir uma organização centralizada, criar outro partido ou estabelecer uma frente clássica partidária. Essa resistência precisa se dar com pessoas distribuídas e conectadas. Não se trata de erguer uma entidade hierárquica. Não se trata de organizar uma direção unificada. Precisamos de pessoas conectadas que se identifiquem. Sem necessariamente precisar de partidos. Sem necessariamente precisar de hierarquias. Sem necessariamente precisar de líderes. Esse discurso não tem plateia justamente porque não busca aplauso. O que busco são outros nódulos. O que procuro são outros elos. Onde vocês estão? Precisamos nos conectar. Precisamos conter a ira que se espalha e substituir essa distribuição de sentimentos miseráveis por uma rede que conduz ideias.

T) Vocês me perguntam “qual é a nossa tarefa?” Eu digo que é promover resistência com toda resiliência, paciência e inteligência que pudemos reunir. Promover a resistência contra um populismo que surge com uma força nunca antes vista no nosso país. Essa é a nossa tarefa.

U) Vocês me perguntam “qual é o nosso objetivo?” Eu respondo com uma palavra: democracia. Democracia a qualquer custo. Democracia apesar de todo medo. Democracia por mais longo e árduo que seja o caminho. Pois sem democracia não haverá mais nada! Esse é nosso objetivo.

V) Vou continuar me dedicando no sentido de auxiliar aqueles que desejam disputar e conseguir cadeiras no Congresso Nacional nas próximas eleições. Contudo, a resistência democrática não se confunde com isso. Não se trata de buscar votos. A tarefa principal é disseminar pensamentos e mobilizar adeptos. Como resistir sabendo que a autocracia ganha espaço em relação à democracia vendo processos hierárquicos sobrepondo a lógica social em rede? Como empreender politicamente diante da forte onda que transforma o populismo numa corrente tão intensa? Como se preparar para a próxima oportunidade de substituir a briga entre os dois populismos majoritários? Ainda não sei.

W) Todo político se pergunta qual papel vai lhe reservar a história. O que poucos sabem é que não resta papel nenhum aos políticos cujo desejo de fazer parte da história seja mais forte do que os princípios que lhe conferem um papel. Eu não sei o que devemos fazer. No entanto, sei o que não devemos fazer. Por princípios. Sei também que temos um tecido social para reconstruir. Nossa função, a função dos democratas, é recuperar a política. Essa precisa ser a nossa tarefa. Se necessário, durante anos. Se necessário, sozinhos. Não resta outra alternativa a quem respeita as conquistas verdadeiramente liberais da civilização. Vamos defender a nossa democracia. Imperfeita? Sim. Incompleta? Sim. No entanto, nossa! Vamos, mais uma vez, provar que o Brasil sabe emergir de retrocessos melhor do que mergulhou neles. De qualquer modo, isso é o que tentaremos fazer.

X) Essa é uma causa e uma necessidade. Vamos nos ajudar mutuamente como cidadãos até o limite das nossas capacidades. Não há democracia sem participação. Embora várias porções do mundo estejam sucumbindo diante do autoritarismo, embora muitas nações estejam naufragando por conta da autocracia e embora inúmeros povos estejam se despedaçando por causa do populismo, não devemos enfraquecer ou fracassar. Nós devemos ir até o fim.

Y) Vamos resistir na internet. Vamos resistir nos diálogos. Vamos resistir nos grupos de WhatsApp. Vamos resistir no Facebook, no Twitter e no Instagram. Vamos resistir nos almoços de domingo. Vamos resistir onde trabalhamos e onde estudamos. Vamos resistir nos plenários. Vamos resistir com confiança crescente. Vamos defender a nossa democracia seja qual for o custo. Vamos resistir ao populismo do governo. Vamos resistir ao populismo da oposição. Vamos resistir com ideias e com princípios. Vamos resistir onde for necessário resistir. Vamos resistir sem desistir.

Z) E se, o que eu não acredito por nenhum momento, o Brasil não for reerguido democraticamente por completo nessa geração, outros virão depois de nós para completar o que começamos. Vamos resistir pela democracia.