fbpx
Graduando em Políticas Públicas, assessor parlamentar, membro do Students For Liberty Brasil e Coordenador Estadual do Livres no Rio Grande do Sul.

Siga nas redes sociais

Ainda que o sete de setembro, a primavera bolsonarista, tenha sido aquém do resultado esperado, dezenas de milhões de pessoas foram às ruas do país reafirmar o inacreditável: o apoio a um golpista.

Nem o maior conservador atual, que se baseia pelo princípio da prudência, negaria esse adjetivo a Bolsonaro, uma vez que seu desejo por atacar as instituições e desestabilizar o Estado Democrático é claro.

Jair não é mais aquele incompetente. Não é mais apenas o ignorante das Fake News, “O tio do ZAP”. Permanece sendo o mesmo perdedor de sempre, acumulando derrotas, ressentimento e uma irresponsabilidade que já custou a vida e a família de milhares de brasileiros. Porém, agora, joga um jogo que não se deve arriscar. Não se brinca com a democracia.

Mas ainda assim, por incrível que pareça, você não quer participar de atos e manifestações que junte pessoas que você não acredita.

Com toda falta de respeito que uma atitude dessas merece: quem você pensa que é?

Não queres se misturar com outros democratas porque discorda das visões deles? Por que você é mais à esquerda e acredita no funcionalismo público como a solução dos problemas do país? Ou porque você está mais à direita e quem está ao seu lado não quer privatizar todas as empresas? Os seus achismos políticos ou preferências sociais ou econômicas não fazem nenhuma diferença agora. Bolsonaro colocou a nossa vida em perigo. A sua vida.

Já sei. Você deve ser o cara que lembra que o Bolsonaro é um fascista apenas no período eleitoral e que votaria em qualquer candidato para derrota-lo, desde que ele seja o seu candidato desde o início da disputa.

Com toda falta de respeito que uma atitude dessas merece: onde você pensa que está?

Se você consegue se negar a participar de manifestações porque diverge de outras bandeiras e ideologias, parabéns! Isso é um luxo. Significa que você está diante de instituições em plenas condições de funcionamento que o permitem se dedicar a questões de uma democracia plena, como a paz, a justiça social, a liberdade econômica, a cultura. Discursos que vão desde a repulsa ao politicamente correto à defesa da representatividade de todos os seguimentos da comunidade LGBTQQICAPF2K+.

Porém, meus amigos (e inimigos) você acorda todos os dias e vai correndo assistir o noticiário para saber se o Brasil pode ter o seu presidente envolvido em um escândalo que custou vidas ou se o Bolsonaro decretou o fechamento do superior tribunal federal.

Mas, novamente, se eu estou errado, siga em casa e digladiando com alguém que discorda de você sobre a privatização de uma empresa pública de preservativos ou sobre a retirada de direitos dos funcionários dessa repartição.

Afinal, o Brasil está em paz e Bolsonaro não deve ser tão ruim assim.