É difícil falar de números no noticiário. Muitas vezes perdemos a dimensão do que eles realmente significam. No caso dos prejuízos causados pela (falta de) diplomacia na crise ambiental, por mais absurdo que possa parecer, estamos realmente falando de dinheiro jogado fora.

Desde que o mundo tomou conhecimento da situação das queimadas na Amazônia, o Brasil perdeu R$ 150 milhões da Alemanha, R$ 133 milhões da Noruega e, de maneira inacreditável, negou R$ 82 milhões do G7, o grupo dos países ricos.

A postura adotada pelo governo diante dessas notícias, como se não representassem nada demais, nos levam a imaginar que as contas públicas estão uma maravilha. Infelizmente, a verdade é que o país está quebrado, com as contas no vermelho há anos. Talvez o presidente Jair Bolsonaro e seus ministros não sintam a dimensão das dificuldades, mas todos nós sentimos na pele o drama de um país quebrado.

O próprio governo, neste exato momento, precisa usar da criatividade para lidar com o fato de que o CNPq, nossa agência pública de fomento à pesquisa científica, está sem dinheiro para concluir os pagamentos das bolsas de pesquisas vigentes até o final do ano.

É isso mesmo. Num momento em que a Amazônia precisa, mais do que nunca, da ciência, estamos recusando dinheiro oferecido por outros países, mesmo sem ter como pagar as nossas bolsas de pesquisa.

Como se chama quem rasga dinheiro?