fbpx

O presidente Bolsonaro se elegeu em cima de uma campanha baseada em dois fatores:

→ Uma economia supostamente liberal, que privatizaria estatais e faria diversas reformas

→ Paranoias coletivas, inventadas pelo próprio presidente, por seus filhos e por sua equipe

E o que acontece quando os resultados econômicos do primeiro ano de governo não correspondem às expectativas geradas pelo próprio governo?

Resposta: se colocam em uma situação de alimentar a única outra coisa que resta, as paranoias.

Crescimento do PIB

O crescimento do PIB anunciado recentemente assustou o mercado. O resultado que era esperado em ao menos 2,5%, se mostrou pífio, com sua pequenez de 1,1%.

A má notícia interna antecedeu uma série de eventos internacionais complicados para a economia – choque do Petróleo e pandemia de Coronavírus. O resultado inevitável foi um fervor negativo nas bolsas. Mecanismo que serve para conter o pânico dos mercados quando a queda nas ações atinge 10%, o Circuit Braker foi acionado 4 vezes em uma única semana.

Como resposta, mais uma vez o governo se agarrou ao seu único recurso: a paranoia.

Mentiu (chamou o Coronavírus de fantasia da mídia), inventou métricas inexistentes (o tal do PIB público x PIB privado) e fez um verdadeiro circo ao convidar o humorista Carioca para entregar bananas aos jornalistas, em vez de se explicar.

Como se não fosse o suficiente, Bolsonaro apareceu com mais uma das suas teorias da conspiração. Disse que a eleição presidencial (que ele mesmo venceu) foi fraudada.

Para completar, mesmo estando sob observação por risco de contágio pelo Coronavírus, ignorou todas as recomendações médicas e estimulou manifestações com grande aglomeração de pessoas no último domingo. Publicou vídeos em suas redes sociais e ainda compareceu para cumprimentar os manifestantes em Brasília.

Mas o que motiva o presidente com sua persistência em falas desconexas de fatos inventados, mesmo quando existe a verdadeira necessidade de posicionamento diante dos problemas reais do país?

Economia da atenção

Desde muito antes do início oficial da sua campanha eleitoral, Bolsonaro abraçou a estratégia de otimizar ao máximo a captura de atenção dos eleitores. Se aproveitou do recurso finito do tempo e manteve-se nas manchetes à todo custo.

Utilizou-se da economia da atenção para prender sobre si o máximo de manchetes e olhos. E por isso, permaneceu tanto tempo criando delírios coletivos como o kit gay, que mesmo após ter sido provado como falso, não saiu da mente dos eleitores patriotas.

Mesmo depois de eleito, o presidente continua com a mesma estratégia. Tornando-se o centro das atenções em meio aos escândalos quase ininterruptos, fugindo constantemente da responsabilidade de arcar com suas próprias decisões.

As paranoias com fatos inventados e realidades desconexas tentam esconder sua falta de capacidade em governar o país, mas apenas nos mostram cada vez mais o circo que se tornou este governo.

Conclusão

De todas as fake news proferidas por Bolsonaro, a maior delas foi dizer que, para ele, o Brasil estava “acima de tudo”. Na eterna campanha eleitoral, o país fica em segundo plano. Sua única preocupação é o poder e a garantia da reeleição.

Ajude o Livres na luta por um Brasil livre por inteiro. Torne-se um associado. Clique aqui.