Hoje completam-se cinco anos da morte de Henry Maksoud, um empresário de sucesso, intelectual respeitado e, principalmente, um apaixonado pelas ideias de liberdade.

Dono de um legado incrível, chega a ser surpreendente como uma voz sozinha no deserto manteve-se disposta a defender a liberdade durante os momentos de maior autoritarismo do estado brasileiro.

Henry não mediu esforços para criticar a ditadura, mesmo que isso acarretasse prejuízos as suas empresas. Ele nunca titubeou em defender o que acreditava.

Ele desejava divulgar suas ideias, mas era praticamente impossível ter espaço para criticar o regime na mídia da época, sob censura. Mas nem isso o deteve. Henry decidiu comprar a Revista Visão e fez dela a sua principal arma contra uma ditadura que prendia, torturava e matava adversários.

Um opositor inconveniente que insistia em ter razão, Henry elaborava gráficos inflacionários semanais para a revista. E na medida que suas ideias ganhavam repercussão, as consequências começaram a surgir. Primeiro com os “incentivos” para que empresas não anunciassem na revista. Depois foi necessária uma ação mais direta: Maksoud foi proibido de escrever em seu próprio veículo de comunicação.

A ditadura foi vencida, mas deixou como herança uma economia completamente destruída, exatamente como Henry previu.

Mesmo com a democracia restaurada, Maksoud sabia que a defesa da liberdade requer a vigilância constante. Por isso, de próprio punho, no contexto dos debates da constituinte de 1988, escreveu uma proposta de constituição baseada nos conceitos da Demarquia elaborados por Hayek, de quem foi amigo.

Com tantas contribuições às ideias da liberdade, Henry Maksoud está eternizado entre os grandes liberais brasileiros. Suas ideias seguem mais vivas do que nunca e sua memória é fonte de inspiração para todos nós do Livres que, assim como ele, amamos a liberdade.

Contribuição do associado Nathan Reginaldo

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