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Pix Pensão avança na CCJ e vai ao plenário do Senado

Modernização defendida pelo Livres vai aumentar efetividade de decisões judiciais, em favor dos direitos das crianças.
10 de junho de 2026 por
Pix Pensão avança na CCJ e vai ao plenário do Senado
Rafael Moredo
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O Projeto de Lei nº 4.978/2023, que cria mecanismos para automatizar o pagamento de pensão alimentícia por meio de transferências recorrentes — conhecido como Pix Pensão — avançou mais uma etapa no Congresso Nacional. A proposta, apoiada pelo Livres e objeto de Nota Técnica distribuída aos parlamentares, foi aprovada nesta terça-feira (10) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal e segue agora para análise do Plenário.

A matéria altera o Código de Processo Civil para permitir a transferência automática, mês a mês, dos valores da pensão alimentícia diretamente para a conta do beneficiário ou de seu representante legal. O texto também amplia mecanismos de cobrança e execução de débitos alimentares, aprimora a coleta de dados sobre os processos judiciais e fortalece a cooperação institucional para subsidiar políticas públicas.

Na Nota Técnica publicada pelo Livres, destacamos que a automatização dos pagamentos contribui para aumentar a efetividade do cumprimento das decisões judiciais, reduzir custos operacionais do Estado e diminuir a burocracia enfrentada por famílias que dependem da pensão alimentícia, sobretudo as crianças, com efeitos positivos para o desenvolvimento na primeira infância.

"O uso de tecnologias como o PIX e a integração de sistemas bancários às decisões judiciais representam um avanço significativo na desburocratização do processo de cumprimento das obrigações alimentares", aponta o documento elaborado pela equipe de Políticas Públicas do Livres.

A análise também ressalta que a proposta fortalece direitos fundamentais de crianças, adolescentes e idosos, ao mesmo tempo em que promove maior previsibilidade e eficiência na atuação estatal. Outro ponto positivo destacado é a previsão de coleta e publicação de dados anonimizados sobre processos de alimentos, medida que pode contribuir para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

O Livres recomendou apoio ao projeto, defendendo ainda que sua regulamentação observe critérios de proporcionalidade, transparência e segurança jurídica, especialmente nos mecanismos de bloqueio de ativos para quitação de débitos alimentares.

Com a aprovação na CCJ, o projeto dá mais um passo em sua tramitação legislativa e aguarda agora a deliberação do Plenário do Senado Federal.

Leia a Nota Técnica completa aqui. 


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