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Livres amplia Índice de Convergência Liberal e compara planos de governo em seis disputas estaduais do segundo turno

Análise de 63 propostas do Caderno de Políticas Públicas 2026 mostra onde os planos convergem com a agenda liberal e onde silenciam.
20 de outubro de 2026 por
Livres amplia Índice de Convergência Liberal e compara planos de governo em seis disputas estaduais do segundo turno
Livres, Laura Melaré
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Os planos de governo de 12 candidaturas convergem entre 30,2% e 58,5% com as propostas estaduais do Caderno de Políticas Públicas 2026. São duas candidaturas em cada uma das seis disputas do segundo turno.

Os números vêm do Índice de Convergência Liberal, que o Livres aplicou aos planos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A comparação cobre Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins, Amazonas e Acre. O mesmo método já avaliou os planos dos presidenciáveis.

Como funciona o Índice

O Índice compara cada plano com as 63 propostas estaduais do Caderno, que se dividem em seis eixos: segurança pública, estados eficientes, educação, saúde e sustentabilidade, prosperidade e cidades. No Distrito Federal, que não tem municípios, a comparação usou 59 propostas.

Cada proposta recebe uma de quatro notas. Convergente vale 1 ponto e parcialmente convergente vale 0,5. Divergente e não aborda valem zero. Só contam os compromissos para o mandato de 2027 a 2030.

O Livres é apartidário. O Índice não recomenda voto nem avalia a qualidade de quem disputa. Ele é um registro público para fiscalização e cobrança depois da eleição.

"Esperamos que o Índice ajude a qualificar o debate nos estados e que quem for eleito honre o que prometeu. Quando a sociedade tem critérios claros para cobrar, o debate público melhora e as pessoas escolhem com mais liberdade", afirma Magno Karl, diretor executivo do Livres.

Resultados em cada estado

Os resultados variam bastante entre os estados. No Distrito Federal, Leandro Grass (PT) fez 58,5%, a maior nota do estudo, e Celina Leão (PP), 44,1%. A maior distância entre os dois está em segurança pública. No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) fez 55,6% e ficou à frente nos seis eixos. Cadu Xavier (PT) fez 40,5% com um plano de diretrizes, sem metas nem programas.

No Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB) fez 54,8% e Lorenzo Pazolini (Republicanos), 48,4%. Ferraço pontua mais em segurança, educação, saúde e cidades. Pazolini pontua mais em estados eficientes e prosperidade. Em Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil) fez 54,8% e Vicentinho Júnior (PSDB), 50,0%. Dorinha pontua mais em segurança, educação e saúde. Vicentinho se destaca em prosperidade e cidades.

No Amazonas, Omar Aziz (PSD) fez 52,4% com um plano de mais de 1.500 páginas. Professora Maria do Carmo (PL) fez 30,2%, a menor nota do estudo, com um plano de 9 páginas. No Acre, Mailza Assis (PP) fez 46,8% e Alan Rick (Republicanos), 42,1%. Nenhum dos dois planos acreanos diverge das propostas do Caderno.

O que os planos têm em comum

A maioria dos planos aceita modernizar a gestão, com digitalização e inteligência artificial (IA), mas evita reformas que mudam a forma de contratar ou quem presta o serviço.

Temas como câmeras corporais em policiais, vale-educação e revisão ampla de incentivos fiscais quase não aparecem.

"Todos os planos passaram pelos mesmos critérios. Isso permite comparar de forma objetiva e dá parâmetros claros para ter uma cobrança pós-eleição", afirma Rafael Moredo, coordenador de Políticas Públicas do Livres.

O estudo de cada estado, com a pontuação por eixo e a análise de cada proposta, está disponível em eusoulivres.org/convergencia. As propostas de referência estão no Caderno de Políticas Públicas 2026.

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