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O Veto à Carne Brasileira: protecionismo, despreparo institucional e os desafios da inserção internacional

Com contribuições de Sandra Rios, Nota Técnica do Livres avalia resposta à decisão da União Europeia
20 de julho de 2026 por
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Contexto

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados de carnes, peixes e mel a partir de 3 de setembro de 2026, por descumprimento do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 sobre controle de antimicrobianos. As diretrizes eram debatidas desde 2017 e os prazos para terceiros países foram fixados em 2023, enquanto os demais parceiros do Mercosul permanecem habilitados.


 

Leia aqui a Nota Técnica


Análise

O episódio combina dois problemas distintos. De um lado, a regulação europeia, apesar de justificada pela saúde pública, também reflete um protecionismo que eleva custos de conformidade e reduz a oferta de alimentos no mercado comum. De outro, a exclusão do Brasil evidencia negligência burocrática e inércia institucional em fornecer as informações solicitadas com anos de antecedência. Isolamento comercial ou confronto diplomático não resolvem o problema; a resposta precisa ser preparação técnica.


Parecer Técnico

O Livres defende uma força-tarefa emergencial entre Ministério da Agricultura, Relações Exteriores e setor privado para reverter a exclusão, além da diversificação de mercados na Ásia, África e Oriente Médio, investimento em rastreabilidade sanitária digital e, se necessário, o acionamento dos comitês técnicos da OMC contra eventuais excessos regulatórios europeus.


Nota Técnica Livres

A Nota Técnica Livres oferece embasamento para a formulação de políticas públicas de qualidade, baseadas em dados e evidências.

O documento reúne análises e argumentos qualificados sobre temas relevantes do debate público, contribuindo para decisões mais racionais, transparentes e comprometidas com a construção de um Brasil com mais escolhas para quem mais precisa.

A Nota Técnica é um dos documentos técnicos desenvolvidos pelo Livres de maneira colaborativa, com o apoio de conselheiros acadêmicos, parceiros institucionais e comunidade de associados.




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