O Índice de Convergência Liberal chegou aos estados. Usamos a mesma metodologia que aplicamos aos presidenciáveis para avaliar os planos de governo dos candidatos que disputam o 2º turno nos estados. Cada plano registrado no TSE é comparado com as 63 propostas estaduais do Caderno de Políticas Públicas 2026, divididas em seis eixos: segurança pública, eficiência do Estado, educação, saúde e sustentabilidade, prosperidade e cidades. Cada proposta recebe uma de quatro classificações: convergente, parcialmente convergente, divergente ou não aborda. Só contam compromissos para 2027–2030. O que o candidato diz ter feito no passado não entra na conta.
No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) soma 55,6% de convergência e Cadu Xavier (PT), 40,5%. Os dois planos têm formatos opostos: Allyson apresenta 167 propostas curtas e numeradas, enquanto Cadu traz 74 páginas de diretrizes e diagnósticos, sem tratar de 19 das 63 propostas e sustentando seu índice em convergências parciais. Allyson lidera nos seis eixos — com destaque para eficiência do Estado e segurança —, transformando diagnósticos em instrumentos como a recuperação de ativos do crime, a porta única ao investidor e a regularização fundiária. Cadu aproxima-se em educação e saúde ao descrever diretrizes alinhadas, como o monitoramento da evasão escolar e a fila única da saúde.
O plano de Allyson não apresenta divergências com o Livres, embora mantenha serviços como CAERN e hospitais sob gestão estatal. Já Cadu diverge em dois pontos sobre o papel do Estado: rejeita a responsabilização de escolas por resultados e limita o papel do setor privado nas parcerias. Os dois planos convergem em cinco propostas e nenhum propõe transferir a gestão de serviços à iniciativa privada. Onze propostas ficam de fora de ambos, entre elas câmeras corporais, vale-educação e professores pela CLT. O Livres é apartidário e não recomenda voto; o estudo registra os compromissos para cobrança pós-eleição. Baixe o Estudo