O Índice de Convergência Liberal chegou aos estados. Usamos a mesma metodologia que aplicamos aos presidenciáveis para avaliar os planos de governo dos candidatos que disputam o 2º turno nos estados. Cada plano registrado no TSE é comparado com as 63 propostas estaduais do Caderno de Políticas Públicas 2026, divididas em seis eixos: segurança pública, eficiência do Estado, educação, saúde e sustentabilidade, prosperidade e cidades. Cada proposta recebe uma de quatro classificações: convergente, parcialmente convergente, divergente ou não aborda. Só contam compromissos para 2027–2030. O que o candidato diz ter feito no passado não entra na conta.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) soma 52,4% de convergência e Professora Maria do Carmo (PL), 30,2%. Os planos têm extensões opostas: o de Omar é o mais longo do país (1.500 páginas), enquanto o de Maria do Carmo é o mais curto (9 páginas), deixando de tratar de 32 das 63 propostas do Caderno. Omar lidera em saúde, educação e segurança, com foco em PPPs de telessaúde, contratos com OSs por indicadores, ICMS Ecológico e Ronda Digital. Maria do Carmo vai melhor em ambiente de negócios e gestão pública, defendendo a Liberdade Econômica, integração à RedeSim, licenciamento por matriz de risco e corte de cargos comissionados.
Os dois convergem em quatro propostas, mas dez não aparecem em nenhum dos planos — como câmeras corporais, vale-educação e revisão de incentivos fiscais, apesar do risco do fim da ZFM. Ambos evitam privatizações ou mudar quem presta o serviço. Fora do cálculo do índice, Maria do Carmo promete elevar o Auxílio Estadual para R$ 300, e Omar propõe novos incentivos e aluguel social subsidiado em 80%. O Livres é apartidário e não recomenda voto; o estudo registra as promessas para cobrança pós-eleição.