O novo momento do Livres é o assunto desta entrevista concedida pela economista e advogada Elena Landau, presidente do nosso Conselho Acadêmico, ao jornalista Mano Ferreira, diretor de comunicação do movimento. Elena comenta o processo de reestruturação do Livres, desde a saída do PSL até a nova formatação enquanto associação suprapartidária da sociedade civil. “Houve tristeza, por ver todo um projeto de um partido novo que estava se consolidando com uma proposta diferente, de renovação política, mas achei muito positiva a resposta, pela rapidez, pela certeza do que o Livres acredita. Isso me deu mais entusiasmo pra começar de outra forma, a forma que estamos fazendo agora”, avalia.

Sobre o trabalho que será desempenhado pelo Conselho Acadêmico, Elena esclarece que ele não vai substituir a militância orgânica que o Livres já desenvolvia. Pelo contrário: o Conselho vai agregar consistência técnica na defesa dos mesmos valores que sempre acompanharam o Livres. “Tive muita satisfação por ter uma adesão imediata desses nomes porque todo mundo gostou muito do projeto. Uma agenda liberal de verdade atrai diferentes correntes acadêmicas”, revela. Além de Elena, o Conselho Acadêmico do Livres também é composto por Leandro Piquet, Persio Arida, Ricardo Paes de Barros, Samuel Pessôa e Sandra Rios.

Além da formulação de Políticas Públicas, Elena anunciou que a plataforma de Ensino a Distância oferecerá cursos diversos sobre liberalismo a partir de uma visão abrangente, que não se restrinja à economia. “Cláudio Shikida, um liberal que todo mundo conhece, está montando um grupo de colaboradores para fazer um curso de liberalismo”, adiantou. Além de colaborar com os cursos, o Conselho dará uma série de entrevistas para o LivresTV, participará de chats no Fórum Livres, exclusivo para associados, e também dará contribuições através de curadoria de textos e comentários para o LivresCast, o podcast do Livres.

Elena ainda comentou sobre a necessidade de ter consistência na defesa das ideias de liberdade por inteiro, sem preconceitos ou oportunismos. “Me impressiona gente que bate no peito falando de liberalismo e, por outro lado, faz repressão às artes e não suporta igualdade de gênero. Direitos iguais para todo mundo ser o que quiser, sem interferência do Estado, são uma conquista liberal”, defende.