Em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade de seu sistema internacional de classificação de doenças. Desde então, a data é celebrada em todo mundo como dia mundial de combate a homofobia e discriminações por motivo de gênero ou sexualidade. Para celebrar a data, lideranças e associados do Livres em todo Brasil gravaram videos com seus depoimentos.

Lucas Franceschi, do Paraná, alertou para a importância do ceticismo quanto a políticos que se proclamem representantes de toda a população LGBTI: “Sempre desconfie de políticos que dizem representar um grupo social naturalmente heterogêneo. Quem te representa de verdade é você mesmo”.

Raphael de Lavor destacou que o dever do Estado é garantir segurança a todas as pessoas, sem qualquer tipo de discriminação: “Não cabe ao Estado decidir como as pessoas devem pensar, como as pessoas se expressam e muito menos decidir quem as pessoas são”, completou.

Rafael Campos, de Santa Catarina, denunciou a violência que ainda acomete a população LGBTI no Brasil: “A nossa luta contra a homofobia nada mais é do que uma luta pela liberdade, pela liberdade de ser quem a gente é, da gente amar quem a gente ama, da gente viver a vida da nossa maneira, como a gente acha melhor”.

Leandro Monteiro, de São Paulo, lembrou que não são canetadas legislativas que resolverão os problemas de discriminação, mas uma mudança cultural na sociedade. “Precisamos espalhar a tolerância, a fraternidade, o respeito, a ideia de que todos – independentemente da orientação sexual, da cor da pele, do credo – têm direito à sua vida e à busca da própria felicidade”, proclamou.

Dionne Freitas, ativista trans e intersexual do Livres no Paraná, falou sobre a importância de avançar na despatologização das condições de pessoas transexuais e intersexo. “Que as pessoas intersexo e trans tenham a liberdade de ser quem elas são, de existir, respeitando a sua individualidade. Vamos todos ser Livres também?”, pediu.