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Ao ler o artigo “Empreendedores explorados formam um exército dos sem direitos”, publicado no jornal A Gazeta, de Vitória, resolvi me manifestar, pois acredito no debate democrático. Só com diálogo é possível alcançar uma solução para qualquer questão.

Empreender é algo inerente ao ser humano, desde que nasce. Alguns, conseguem transformar esse talento em negócio. E isso é a mola propulsora para o desenvolvimento de qualquer país, Estado ou cidade. O empreendedor gera renda, emprego e arrecadação.

Facilitar a vida do empreendedor é uma obrigação do município. E trazer para dentro do Poder Público os ensinamentos do setor privado ajuda na construção de uma gestão qualificada. Mas empreender não é só apostar em um negócio próprio, quando estamos trabalhando para alguém, estamos empreendendo na nossa vida.

Não concordo que os aplicativos criam uma massa de trabalhadores “escravos”, sem direitos, que são iludidos a pensar que estão empreendendo. Por que não? Afinal, empreender é agregar valor, identificar oportunidades e, quem sabe, transformá-las em um negócio lucrativo. Quem garante que esses quatro milhões de trabalhadores do setor não estejam empreendendo?

O economista Milton Friedman, autor de “Livre para Escolher”, diz “que os únicos casos em que as massas escaparam da situação de pobreza foram onde elas tiveram capitalismo e livre comércio em grande medida. As massas ficam piores exatamente nos tipos de sociedades que se afastam disso. Não há outra maneira de melhorar a vida das pessoas comuns que possa se comparar às atividades produtivas que são liberadas pela livre iniciativa”.

Será, então, que os aplicativos não criam oportunidades, principalmente em momentos de crise? E depois, essa é uma escolha pessoal. Claro, melhorar as condições de trabalho é imprescindível, e independe de ser uma empresa de aplicativo ou não.

O trabalho escravo é bem diferente: é o aliciamento de pessoas, em condição de miséria, com promessas de mudança de vida, e que elimina as condições de desligamento entre o trabalhador e o patrão.

Os aplicativos de transporte, por exemplo, são uma alternativa legal e socialmente aceita por profissionais e usuários do serviço que já deixou de ser tendência e é uma realidade que garante dignidade a diversas famílias. É o retrato da livre iniciativa, do empreendedorismo individual, e não há proteção social maior que o Estado possa dispor ao cidadão do que o incentivo às novas tecnologias e a atividades produtivas que promovam a inclusão e geração de renda a quem precisa.