Jornalista com passagens em grandes veículos de imprensa da Bahia e líder estadual do Livres. Jornalista com passagens em grandes veículos de imprensa da Bahia e líder estadual do Livres.

Siga nas redes sociais

Toda vez que faço um post criticando o mito, é a mesma coisa: “vou descurtir sua página”; “perdeu meu voto”, “sua esquerdista”, etc. O que muita gente não sabe é que, quando tudo isso aqui era mato, e eu não tinha 20 e tantos mil seguidores de “direita” pra fazer quórum, enfrentei o mesmo carinho por parte da esquerda.

Eles também achavam inadmissível que eu criticasse o santo homem que fez o filho da empregada andar de avião e o filho do pedreiro entrar na faculdade. Achavam um horror a minha falta de apreço por bandidos e a minha defesa da redução da maioridade penal. Não era fácil dizer que o Bolsa Família não podia virar um meio de vida, nem colocar a Matemática acima dos sonhos mirabolantes. Eu era a insensível, a sem empatia, a fascista, a racista, e todos aqueles belos adjetivos que vocês conhecem bem.

A despeito dos ataques, continuei, pois assim como minha filósofa preferida, aprendi a não sacrificar minha própria consciência para agradar o julgamento coletivo. Continuei, até que o jogo virou e chegou no outro extremo. Só que o outro extremo não é tão distante. Como versa a teoria da ferradura, eles estão ali, lado a lado. O mesmo fanatismo, os mesmos ataques, as mesmas ameaças. Pois bem… eu já estou acostumada e sei como essa história termina. Não queiram ser os próximos Zés de Abreu, Fábios Assunção ou Marias Ribeiro.

Não estou exagerando ou generalizando. Mas vejo no comportamento de algumas pessoas os mesmos elementos dos petistas de outrora. E tenho ampla experiência nisso. O mesmo modus operandi de tapar os ouvidos pro contraditório, culpar a mídia, assassinar reputações e se recusar a repensar suas certezas, seus ídolos, a voltar atrás.

Se o preço do seu voto ou da sua curtida na minha página é eu ter que abrir mão da minha própria consciência, passar a defender coisas que não acredito, e fechar os olhos para erros que considero graves… esse preço está muito alto, e eu não estou disposta a pagar. Sinto muito. O outro lado já me exigiu isso antes, e eu não cedi.

Se não for pra defender as coisas que eu acredito, eu não faço questão de ser eleita nada. E o que eu acredito? É bom deixar isso bem claro, pra não aparecer mais nenhum seguidor enganado por aqui.

Acredito num estado mínimo, que pare de se intrometer e atrapalhar a economia e a vida das pessoas. Acredito que a iniciativa privada faz tudo melhor que o governo, e que é uma imoralidade pagarmos tantos impostos para sustentar ‘serviços’ que a gente não quer. Quero privatizar todas as estatais e reduzir a legislação a apenas o essencial. E o essencial é bem pouco. Abomino qualquer cheiro de corrupção ou troca de favores políticos, venha de onde vier.

Liberais me chamam de libertária, libertários me chamam de liberal. Muito prazer, sou minarquista. Seguirei defendendo ideias, e não pessoas, sou super sarcárstica e, por vezes, superestimo o senso de humor das pessoas. Se você consegue lidar com isso, seja muito bem-vindo ao meu Facebook.

“Cometi o único pecado que a política não perdoa: dizer a verdade antes do tempo”
Roberto Campos