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por Emerson da Silva Miranda*

A natureza da economia de mercado tem sua organização determinada a partir da transformação dos recursos naturais em bens e serviços que atendam as necessidades ou desejos da sociedade. Essa relação foi responsável por fazer a humanidade sair do modo de vida primitivo e alcançar o modo de vida moderno, com consumos complexos e sofisticados.

Neste sentido de dependência dos recursos da natureza, será possível conciliar meio ambiente com livre mercado?

A resposta tem se mostrado positiva, na medida em que o conhecimento técnico e científico progride alavancado pelo livre mercado, cuja sua essência carrega a busca incessante pela inovação dos processos produtivos dos empreendimentos.

Hoje, os setores econômicos apontam que, a economia de livre mercado, diferentemente da utópica economia onde a produção era controlada pelo Estado, caminha para um nível de desenvolvimento de novas tecnologias capazes de minimizar os impactos a natureza.

Na agricultura, por exemplo, que graças ao advento da Revolução Industrial contrariou as previsões malthusianas sobre a escassez de alimentos, atualmente é possível encontrar um moderno manejo de gestão de produção agrícola conhecido como agricultura de precisão que reduz o uso da água, dos defensivos químicos, combate o desperdício, e ainda, promove aumento da produção sem a necessidade da expansão de novas áreas.

Na indústria, as simbólicas montadoras automotivas vêm claramente demonstrando avanços numa nova geração de modelos de automóveis elétricos, dando origem ao fim dos veículos automotores movidos a combustíveis de origens fósseis. Esse avanço permitirá que em apenas alguns anos as emissões de poluentes atmosféricos dos carros deixem de ser os grandes vilões do ar das cidades.

As matrizes energéticas também estão passando por mudanças importantes que contribuirão enormemente para reduzir, significativamente, o uso de energias provenientes de recursos da natureza não renováveis.  A taxa de crescimento das fontes de energias renováveis encontra-se em ascensão. E a questão ambiental está sendo fundamental. Hoje em dia, já existem empresas investindo em grandes usinas eólicas, solar e no aproveitamento da biomassa.

Aliado às questões da inovação, o livre mercado criou um novo valor econômico a partir das preocupações ambientais. Atualmente, existe um mercado de certificações ambientais que garantem que toda cadeia produtiva de um determinado produto tenha respeitado um conjunto de aspectos ambientais e sociais corretos para poderem ser comercializados. Roberto Campos estava certo quando afirmou: “o mundo será salvo pela eficiência e não pelas almas caridosas”.

 

Emerson da Silva Miranda é associado ao Livres (PE), graduado em Geografia pela UFPE e atualmente exerce a função de Guarda Municipal na unidade de meio ambiente da prefeitura do município de Ipojuca.