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O empreendedor Paulo Gontijo se afasta da presidência nacional do Livres nesta quinta-feira, dia 16, para se dedicar integralmente à sua campanha em busca de uma vaga como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A nova presidência será anunciada na próxima semana.

Gontijo assumiu a liderança do movimento em janeiro deste ano, quando o grupo decidiu deixar o PSL em função da decisão do partido de abrigar a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência. Na ocasião, ele afirmou que “Bolsonaro não é liberal e tem posturas incompatíveis com as liberdades individuais”.

Nesse período, o empreendedor foi responsável por liderar a transição do grupo que nasceu incubado como tendência partidária dentro do PSL e se transformou em movimento suprapartidário, agora constituído oficialmente como associação civil sem fins lucrativos. “Vamos apoiar cerca de 40 candidaturas nas cinco regiões do país, sendo a maioria para deputados estaduais e federais. A opinião pública não costuma dar tanta atenção ao legislativo, mas renovar esses quadros é a tarefa mais urgente pra tirar a política do atoleiro em que estamos”, opina.

Apesar do foco do movimento no legislativo, a maior conquista do Livres sob a presidência de Gontijo foi no executivo. Em junho, Vinicius Claussen foi eleito prefeito de Teresópolis em eleição suplementar por uma diferença de apenas 22 votos sobre o segundo lugar, do PMDB, na primeira vitória majoritária de um membro oriundo dos movimentos de renovação política que surgiram no país a partir de 2013.

“No início da campanha, ninguém acreditava que esse resultado era possível. Vencemos e Claussen está dando exemplo de gestão renovadora, adotando práticas radicais de transparência, como a transmissão ao vivo das licitações”, comenta.

O caso de Teresópolis serve de inspiração para o Livres em Sergipe, onde o empresário Milton Andrade disputa a eleição ao governo estadual pelo PMN. Milton é especialista em recuperação de empresas, nunca havia sido candidato antes e pretende usar sua experiência de gestão para recuperar as finanças do menor estado brasileiro.

“Queríamos ser um partido político com mecanismos de governança renovados para oxigenar a política e contribuir com a transformação do Brasil. A verdade é que a velha política não permitiu e nós tivemos que reinventar a nossa forma de atuação. A minha avaliação é de que conseguimos nos reestruturar com ainda mais consistência, como prova o Conselho Acadêmico que conseguimos formar”, avalia Paulo.

Em maio, o Livres anunciou a composição de seu Conselho Acadêmico formado pelos economistas Elena Landau, Leandro Piquet (colaborador do programa de Geraldo Alckmin na área de segurança pública), Persio Arida (coordenador econômico do programa de Geraldo Alckmin), Ricardo Paes de Barros (colaborador do programa de Marina Silva), Samuel Pessôa (colunista da Folha) e Sandra Rios.