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A evasão e o abandono escolar impactam diretamente na trajetória dos jovens e comprometem diretamente o desenvolvimento da sociedade. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do IBGE, e um estudo divulgado pelo movimento Todos pela Educação, em 2018, aproximadamente quatro em cada dez brasileiros de 19 anos não concluíram o Ensino Médio. Além disso, 62% dos jovens ouvidos não frequentavam mais a escola e 55% pararam os estudos ainda no Ensino Fundamental.

Com a pandemia, os riscos de evasão e abandono representam um perigo ainda mais grave. A estimativa é que 4 milhões de estudantes, de 6 a 34 anos, tenham abandonado os estudos em 2020 (C6 Bank/Datafolha). Desses, mais de 17% não pretendiam voltar a estudar neste ano, o que configura a evasão. Seja por não terem acesso a qualquer aula, pela dificuldade com o ensino remoto, por não conseguir pagar os estudos ou por precisar ajudar nas contas de casa.

Manter crianças e adolescentes estudando na pandemia não é uma tarefa simples. Agora, pior que isso, é não ter qualquer tipo de acesso à educação. Em Belo Horizonte, as escolas ficaram fechadas por mais de um ano e o ensino remoto só foi implementado em toda a rede municipal em 2021.

Pensando nisso, a vereadora Marcela Trópia apresentou na Câmara Municipal de BH um Projeto de Lei que institui a Política Municipal de Prevenção ao Abandono e Evasão Escolar no Município de Belo Horizonte. Ele propõe uma série de medidas para que o município desenvolva políticas públicas educacionais mais eficazes no combate à evasão e o abandono escolar. “É preciso discutir um novo currículo, estudar parcerias com a iniciativa privada e repensar nossos métodos de avaliação e aprendizagem. É hora de finalmente colocar a educação como prioridade”, afirma a vereadora, que também é presidente da Comissão de Educação na Câmara de BH.

O projeto começará a tramitar na Casa neste mês de junho, sendo apreciado pelas comissões e, posteriormente, votado em plenário em dois turnos.