Na tarde desta terça-feira (28), a Assembleia do Rio Grande do Sul aprovou reajuste de 3,4% no salário mínimo regional, proposto pelo governo do Estado. A medida foi vista como negativa pelos liberais gaúchos. Eles defendem que o salário mínimo regional impõe barreira para criação de vagas no mercado de trabalho formal.

A bandeira de revogação do salário mínimo é polêmica fora dos círculos liberais, mas já é consenso dentro dela. Há décadas, também já é uma pauta pacificada entre economistas mais ortodoxos. Você pode saber mais sobre o assunto AQUI.

“Entendemos que o piso, apesar de sua aparente boa intenção, é mais um entrave para a recuperação econômica do Rio Grande do Sul e, na prática, não reduz a pobreza nem a desigualdade de renda. O mínimo regional estimula o desemprego e incentiva a informalidade, aumentando a desigualdade de renda e prejudicando o desenvolvimento econômico do Estado”, disse Ostermann ao Portal GaúchaZH.

O aumento do salário mínimo no RS está sendo combatido pelos associados do Livres Fábio Ostermann e Giuseppe Riesgo. Deputados estaduais, ambos pelo NOVO-RS, devem apresentar proposta contra o mínimo regional até o fim do ano. Ostermann deve iniciar a elaboração do projeto na Frente Parlamentar do Livre Mercado e propor oficialmente a revogação da lei que instituiu o mínimo no Rio Grande do Sul. Ambos votaram nesta terça (28) contra o aumento aprovado.

De acordo com dados da Central dos Trabalhadores do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB), 1,5 milhão de trabalhadores recebem o piso no Estado. Na quarta-feira (16), uma audiência pública na Comissão de Economia discutiu o assunto e reuniu, além de 21 deputados de várias bancadas, entidades empresariais e sindicatos.