O Livres agora é presidido nacionalmente pela economista e advogada Elena Landau, conhecida por ter coordenado o programa de privatizações do governo FHC nos anos 1990.

Elena assume o lugar do empreendedor Paulo Gontijo, que conduziu o processo de reinvenção do Livres após a saída do Partido Social Liberal (PSL) em 2018, após a entrada de Jair Bolsonaro na sigla. Agora, Gontijo vai buscar uma vaga como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

“Vamos apoiar nossas cerca de 40 lideranças nas eleições e estamos finalizando uma agenda de propostas que construímos diretamente com os associados do Livres. Defender a liberdade é urgente e é uma missão que exige consistência, coisa que está em falta em muita gente que se diz liberal por aí. As reformas são fundamentais na economia, mas também existe uma agenda inadiável de promoção da igualdade de oportunidades e de valores de liberdade individual que são inegociáveis”, diz Elena.

A construção do Caderno de Políticas Públicas do Livres está sob coordenação do cientista social Magno Karl, nosso diretor de Políticas Públicas, e conta com o apoio do Conselho Acadêmico anunciado em maio, composto por Persio Arida, Ricardo Paes de Barros, Leandro Piquet, Samuel Pessoa e Sandra Rios, além da própria Elena.

O Livres agora está legalmente constituído como associação civil sem fins lucrativos, após um processo burocrático que durou quase seis meses. “O Brasil ocupa as últimas posições no ranking do Banco Mundial sobre a facilidade de fazer negócios e nós sempre lutamos para reduzir essa burocracia, mas não deixa de ser impressionante o que vivemos na pele para nos oficializar como organização sem fins lucrativos. Ou seja: não é só fazer negócios que é difícil no Brasil, mas qualquer coisa que exija a oficialização. Precisamos reformar o Estado para aumentar a produtividade e baixar o custo Brasil”, defende a economista.