Tiago Mitraud, deputado federal da #BancadaDaLiberdade, estreou coluna sobre política no jornal mineiro Hoje em Dia. Líder RenovaBR, Tiago dirigiu a Fundação Estudar e formou-se pela Business School de Harvard. Aos 32 anos e no primeiro mandato, ele contou ao Hoje em Dia que “pretende levar a experiência de gestão no setor privado para o meio político”.

Confira abaixo a primeira coluna do Tiago para o Hoje em Dia:

Não sei, nunca nos perguntaram isso antes

“No dia 29 de outubro de 2018, apenas um dia após o segundo turno das eleições, eu e os outros sete deputados federais recém-eleitos pelo Partido Novo nos reunimos em Brasília.

Chegamos para dois dias de imersão no funcionamento da Câmara. Participamos de palestras sobre a estrutura da Casa, orçamento e outros temas relevantes à nossa atuação legislativa.

Sendo todos novatos no Congresso Nacional, explorávamos animados e curiosos aquele ambiente tão importante para o país. Um local que a partir da nossa posse hoje, 1º de fevereiro, será oficialmente nosso local de trabalho.

Em nossas conversas com os servidores, era comum notar que muitos dos que nos recebiam também reagiam com surpresa e curiosidade em relação ao perfil da nossa bancada.

“É a primeira vez que recebemos toda uma bancada de novos deputados para conhecerem o funcionamento da Casa”, nos disse um deles. “E há quanto tempo você trabalha aqui?” perguntamos de volta, imaginando que fosse um recém-chegado à Câmara. “Há uns 25 anos”, retrucou o servidor.

Retornamos diversas vezes a Brasília nos pouco mais de três meses que separaram as eleições da posse, procurando nos preparar para o mandato. Foram inúmeras conversas com servidores, diálogos com experientes da atuação legislativa, cursos e entrevistas com interessados em trabalhar conosco.

Como deputados eleitos no espírito da renovação para fazer uma política verdadeiramente diferente no Brasil, nós já estamos acostumados a fazer perguntas cuja resposta é difícil encontrar até mesmo com os servidores mais experientes. Isso acontece com frequência, principalmente quando tentamos empreender uma ação inovadora.

O que acontece com o recurso financeiro dos auxílios renunciados?

Podemos pagar bônus por desempenho aos assessores do gabinete?

É possível termos acesso a cursos já na primeira semana de janeiro?

Como se faz para anunciar o processo seletivo de assessores internamente na Câmara?

Se a prática atual é diferente do regimento, por que não alteramos o regimento para se adequar à prática?

Muitas vezes recebemos como resposta o título da coluna de hoje: “Não sei, nunca me perguntaram isso antes”.

A boa notícia é que essa mentalidade questionadora tem sido bem recebida na Câmara. Percebemos o esforço de todos para encontrar respostas e viabilizar as mudanças que queremos implementar. Enquanto algumas já estão funcionando, outras levarão mais tempo, mas continuaremos insistindo.

Uma certeza vocês, leitores, podem ter: nosso espírito questionador se manterá presente. Carregamos com nossa eleição o peso e a responsabilidade do desejo de mudança que representamos com nossa chegada ao Congresso. Contem conosco!”