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A Bancada Da Liberdade na Câmara dos Deputados se opôs à ampliação do fundão eleitoral para R$ 6 bilhões, votado nesta quinta-feira (15) junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022. A matéria foi aprovada pelo placar de 278 a 145.

Em discurso no plenário, o deputado federal Alex Manente (Cidadania) defendeu um debate mais profundo sobre o modelo de financiamento de campanhas eleitorais no Brasil. “Também tenho muitas restrições ao fundo empresarial porque pode gerar benefícios aos que tem maior poder aquisitivo”, disse.

Através das redes sociais, o deputado Vinicius Poit (Novo) lamentou a decisão da Câmara. “Não é possível que políticos achem que isso é prioridade, ainda mais em plena pandemia”, escreveu. O partido do deputado havia apresentado um requerimento para que a votação fosse nominal, ou seja, os nomes dos deputados favoráveis e contrários fossem divulgados abertamente, mas o pedido foi indeferido.

Apesar da votação não ter sido nominal, o deputado Eduardo Cury (PSDB) protocolou uma Declaração Escrita de Voto reforçando sua posição contra o novo fundão eleitoral. “Assim como fui contra a criação do fundo eleitoral em 2017, votei contra o aumento dos recursos para a campanha de 2022”, afirmou.

Após a aprovação na Câmara e no Senado, o texto agora segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.