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Luis Roberto Arcía Rodríguez foi opositor do regime de Fidel Castro desde os 17 anos, sendo um dos fundadores do Partido Republicano e da biblioteca independente Francisco Vicente Aguilera, em homenagem ao líder da independência cubana. Luis também apoiava o jornal independente “Centro de Información Hablemos Press”, que guarda registros da sua atuação. Por ser defensor dos direitos humanos e da democracia, Luis ficou preso durante mais de quatro anos e sofreu diversas agressões físicas pelo regime. Luis relata que a situação em Cuba é gravíssima: seu salário era de U$10 por mês, enfrentava frequentemente quedas de energia, escassez de alimentos e de oportunidades.

Luis fugiu de Cuba no início do mês com uma passagem aérea para Suriname, que alguns cubanos podem visitar a turismo. De lá ele atravessou a Amazônia em uma van junto a outros refugiados, de países como Angola e Venezuela, chegando a Manaus. Encontramos Luis em seu voo de Manaus a Brasília, onde ele seguiria para Curitiba. Desde então o acompanhamos em Curitiba, auxiliando com sua documentação e regularização no Brasil.

Luis gastou seus recursos para fugir de Cuba, trazendo consigo pouco dinheiro e, por isso, se encontra em uma situação de vulnerabilidade, morando em abrigos para moradores de rua, onde a presença de drogas é intensa. Desde seu primeiro dia ele procura emprego espalhando seu currículo pela região central, mas encontra dificuldades pois não fala português. Sua vontade de trabalhar é emocionante: ele busca seu próprio sustento e, ainda, ajudar a filha pequena que deixou em Cuba com a mãe. Ele reforça que não fuma, não bebe e que trabalharia com qualquer atividade.

Diante desses motivos montamos essa ação para que ele possa ter um espaço digno para morar até que encontre um emprego. Estimamos um período de três meses para ele se estabilizar e, calculando o preço das pensões e da alimentação, buscamos arrecadar R$ 5,400 mil. Toda ajuda é bem-vinda para dar uma moradia para um defensor da liberdade.

Luís quer trabalhar e ajudar o seu filho

Com ensino médio completo e formado em um curso de metalurgia feito em Cuba, Luís já possui experiência profissional como padeiro, doceiro, auxiliar de logística, auxiliar de cozinha, repositor de mercadorias, serviços gerais, caseiro, ajudante de pedreiro e metalúrgico.

No Brasil há poucas semanas, Luís ainda está aprendendo a falar português. Acima de tudo, este defensor da liberdade tem imensa disposição para recomeçar sua vida e libertar sua família da odiosa ditadura cubana.

Se você possui uma vaga de emprego ou poderia ajudá-lo de qualquer outra forma, entre em contato conosco através do email mano.ferreira@eusoulivres.org ou contribua diretamente através da campanha de arrecadação neste link.

Para ajudar Luis, clique neste link.

Algumas referências:
Polícia bloqueia sede de bibliotecários independentes.
Jornalistas de sites de notícias enfrentam prisão e intimidação.
Registro da prisão de Luis em 13/7/2010.
Outro registro da prisão de Luis em 13/11/2010.
Repressão contra correspondentes do Hablemos Press.
Registro da fundação da biblioteca Francisco Vicente Aguilera.