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Mais da metade dos brasileiros sequer conclui o Ensino Médio, segundo o IBGE. Mesmo assim, o investimento público é muito maior nas universidades que no ensino básico. Apesar do ensino superior ser naturalmente mais caro, a falta de senso de prioridade fica evidente quando analisamos as proporções do orçamento.

Num país em que 57% da população não conclui o ensino básico, o governo gasta o quádruplo do valor de um estudante do ensino básico em um universitário. Com um agravante: a maior parte desses universitários pertence à camada mais rica da população.

Hoje funcionando unicamente com dinheiro de impostos, as universidades públicas brasileiras funcionam como grandes motores de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. Enquanto todo mundo paga por elas, e paga muito, só 12% da população brasileira conclui formação superior, muitas vezes em instituições particulares.

Você pode apontar para a obviedade de que, uma vez que todos pagam, todos têm direito igual de utilizar o serviço. O problema é que vivemos num país em que a pobreza extrema é a realidade de quase 15 milhões de pessoas. São pessoas sem acesso a alimentação adequada, saneamento, educação básica.
Daí, pergunte-se: há senso de prioridade em gastar bilhões em universidades “gratuitas e de qualidade” que beneficiam majoritariamente quem já pode pagar?

Não só a maior parte dos alunos pode pagar uma mensalidade, como o orçamento das universidades públicas geralmente escoa para os salários do funcionalismo. Daí o fato de ser comum faltar até papel higiênico nas instituições, dando a ideia de falta de investimento, mas isso já daria assunto para um outro texto.

O objetivo deste aqui é apontar a evidente insustentabilidade do sistema atual de ensino público universitário. Precisamos arejar sustentabilidade num modelo deficitário, sem esquecer da ampliação do acesso à educação básica de qualidade.

Vamos abordar nossas propostas para o assunto em publicações futuras. Acompanhe nossa página. #EscolhaSerLivres