A reação fortíssima da sociedade contra o aumento dos salários de ministros do STF, aprovado nesta quarta (07) no Senado, tomou o debate público. A medida, que segue para sanção ou veto do presidente, prevê um reajuste de 16% nos supersalários dos ministros, que dos atuais R$ 33,7 mil chegariam a R$ 39,3 mil.
Um aumento desse quilate agora – quando o Brasil enfrenta a realidade de estados falidos, Previdência insustentável, país recém-saído da maior crise econômica da sua história – já é, por si mesmo, imoral. Mas os desdobramentos do reajuste ainda expandem o problema.
Isso porque o salário de um ministro do STF é o limite máximo do que um funcionário público pode ganhar, o que chamamos de teto constitucional. Pior ainda: muitas categorias têm seus salários atrelados aos dos ministros. Se a remuneração destes sobe, a daqueles segue a tendência.
É o “efeito cascata” da medida. O impacto do reajuste afetaria as contas públicas do nível federal ao municipal, atingindo cifras bilionárias e inflacionando um sistema que já vai de mal a pior mesmo sem a nova despesa.
Não podemos deixar que os privilegiados continuem alimentando as próprias mordomias às nossas custas. Assine a petição contra a medida.