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As urnas falam. Os agentes políticos precisam ouvir. Através do voto, os brasileiros construíram uma mensagem clara em favor do diálogo e da moderação. Nessas eleições, a grande derrota foi do extremismo. E a grande vitória foi da democracia brasileira.

A troca pacífica de poder, o direito à oposição, a composição das múltiplas minorias, a liberdade de imprensa, as garantias individuais. Apesar de todos os ataques, a nossa democracia resiste e se fortalece.

Todos nós conhecemos os seus defeitos, e precisamos seguir trabalhando para resolvê-los. Como movimento liberal da sociedade civil independente, o Livres seguirá realizando a nossa missão, fiscalizando o exercício do poder, produzindo informação, formando lideranças e apoiando o avanço de reformas que reduzam as distorções da máquina pública e coloquem o Estado a serviço das pessoas que mais precisam.

No dia de hoje, antes de tudo, devemos celebrar e cultivar as virtudes do liberalismo político: a capacidade de conviver com as diferenças, respeitando quem pensa de outra forma; de defender a nossa convicção com firmeza, mas também com a consciência de que não somos donos da verdade. Quando verdadeiramente nos dispomos a ouvir uns aos outros, aperfeiçoamos o nosso próprio pensamento e saímos todos melhores.

Esse também é o espírito que precisa conduzir o próximo ciclo político, rumo à vitória da liberdade contra as forças do atraso. Para que o diálogo seja mais forte que a violência. Para que a construção de propostas viáveis para resolver nossos problemas comuns prevaleça diante das turbas e tribos tão barulhentas quanto improdutivas. Para que o amor à liberdade alheia seja mais contagiante que o ódio aos diferentes.

A democracia não acaba na urna. Ela só se concretiza no dia a dia. E isso depende de cada um de nós. Vamos juntos?