O filho do vice-presidente General Mourão foi nomeado assessor especial da presidência do Banco do Brasil com salário superior a R$37 mil. Ele é funcionário de carreira do banco, mas a promoção relâmpago mais do que dobra seu salário.

Ainda não há informações sobre a participação direta do vice-presidente, mas o caso ilustra um dos problemas das empresas estatais, como é o caso do Banco do Brasil. Com o controle governamental, políticos tem poder de nomeação na direção das empresas. Isso gera o incentivo para favores indevidos.

Não é um problema exclusivo do bolsonarismo, assim como não era exclusivo do petismo, mas uma questão ligada à própria estrutura de funcionamento das estatais e ao patrimonialismo crônico na história do Brasil, que confunde patrimônio público com privado.

A única maneira de resolver esse tipo de problema, sem depender do governo do momento, é através da #privatização. Essa é uma das razões para por fim ao modelo de Estado empresário ainda vigente no país.