O homem na foto – frágil, mas heróico – ficou conhecido no mundo todo como “Tank Man“, o Homem dos Tanques.
Ele foi fotogrado durante os protestos na Praça da Paz Celestial em Pequim, capital da China, em 5 de junho de 1989. A onda de manifestações dominou o país. Os chineses exigiam democracia, fim da censura, combate à corrupção, reformas econômicas. Em suma, exigiam liberdade.
1 milhão de pessoas participaram da série de protestos na principal praça de Pequim. Como resposta, o regime do Partido Comunista Chinês enviou cerca de 300 mil soldados, tanques e blindados para dispersar a multidão – boa parte dela, estudantes.
No dia 4 de junho de 1989, as tropas abriram fogo contra os manifestantes. Dezenas ou milhares – até hoje não se sabe quantos morreram.
O massacre da Praça Celestial não pode nem vai ser esquecido. O homem que enfrentou os tanques também não. Por mais que o governo chinês – e tantos outros, como o brasileiro faz hoje – tenha tentado, a história não foi reescrita.
Lembramos, porque nenhuma ditadura pode ser aceita. A crueldade de privar tantos indivíduos da liberdade e até mesmo da vida não vai ser apagada.