Advogado, professor de Direito, mestre em Direito Constitucional, conselheiro do Livres e do Instituto Mises Brasil.

As eleições acabaram, Jair Bolsonaro foi eleito, será o presidente nos próximos quatro anos. Espero que o seu discurso de vitória seja para todos os brasileiros, com acolhimento e respeito com as instituições e os poderes constituídos do Brasil. E os liberais, o que fazer?

Conforme Friedrich August von Hayek afirmou: “os intelectuais liberais devem ser agitadores, derrubar a opinião corrente hostil à economia capitalista.” É exatamente isso que os liberais do Brasil, em especial os do Ceará, vêm fazendo há alguns anos, por meio de grupos de estudos, institutos e redes para apresentar ao Brasil de forma clara as ideias de liberdade.

Como já dito no meu primeiro artigo aqui neste espaço, os liberais estão na terceira geração, uma geração orgânica, que tem sua força vindo da base, tendo como slogan “Menos Marx, MAIS MISES”, uma homenagem a Ludwig von Mises, principal expoente da Escola Austríaca, a melhor das escolas liberais, mas esse é tema de outro artigo.

Fora da política partidária os liberais devem continuar apresentando suas ideias de forma ainda mais atraente para as pessoas, em especial, para aqueles que entendem que são empreendedores da própria vida. Porém, na política, devemos nos posicionar sempre contrários à sanha estatista, seja na liberdade econômica, seja na liberdade individual.

Há alguns anos fui convidado para participar de um seminário na Alemanha, da Friedrich Naumann, fundação do Partido Liberal Alemão, com o tema: “Coalizões Políticas”, e lá explicaram que partidos e/ou políticos se unem por dois motivos: por pautas e por cargos. No Brasil, infelizmente, somente temos visto alianças por cargos, nunca por pautas. Essa realidade precisa mudar.

Os políticos liberais devem ter como norte alianças por pauta e ter sempre o seguinte direcionamento: nunca votar em qualquer medida que mantenha ou aumente o tamanho do Estado e votar sempre em qualquer medida que diminua o tamanho do Estado. Se seguirem esse caminho, eles estarão iluminando a escuridão, estarão do lado da Liberdade e estarão valorizando o indivíduo, a menor minoria.