fbpx
Economista, Deputada Estadual (NOVO-MG) e integrante da Bancada da Liberdade.

Siga nas redes sociais

Texto originalmente publicado no portal O Tempo, leia na íntegra aqui.

Minas Gerais está de luto. As fortíssimas chuvas dos últimos dias deixaram ao menos 38 mortos, 17 desaparecidos e diversos feridos, segundo balanços da Defesa Civil na manhã de domingo. Centenas de moradores ficaram desabrigados por conta dos deslizamentos e alagamentos. A região metropolitana de Belo Horizonte foi a mais atingida. Pelo menos 20 pessoas morreram em Belo Horizonte, Contagem, Betim e Ibirité.

O triste momento não deve ser usado para buscar culpados nem como combustível para a disputa política. Mas para unir esforços para socorrer vítimas, cuidar de feridos e suas famílias, reconstruir o que foi destruído e encontrar soluções para que tragédias não se repitam a cada verão.

É hora de as três esferas de governo – federal, estadual e municipal – se unirem à sociedade civil e aos moradores num esforço comum para reduzir os danos e pensar no futuro de Minas e dos mineiros.

Enchentes e desastres naturais no início de ano são parte da realidade brasileira. Em Minas, algumas regiões são historicamente mais suscetíveis a alagamentos e desmoronamentos. Há causas históricas, como o assoreamento de rios, a ocupação sem planejamento de encostas e o desmatamento que impermeabiliza o solo, dificultando o escoamento da água da chuva.

Há fatores humanos e administrativos, sem dúvida, como despejo irregular de lixo em galerias, córregos e rios, falhas na limpeza de bueiros e reservatórios de água, e falta de planejamento e fiscalização para conter ocupação irregular de áreas de risco.

Neste início de ano, os fatores naturais, humanos e administrativos foram agravados pelo recorde histórico de chuvas. O Instituto Nacional de Meteorologia informou que Belo Horizonte teve na última sexta-feira o dia mais chuvoso da história, com 171,8 mm em 24 horas.

As autoridades envolvidas no problema se manifestaram e se esforçaram no auxílio às vítimas. Na manhã de sábado, o governador Romeu Zema, meu colega de Partido Novo, visitou os municípios atingidos pela chuva e decretou estado de emergência, o que facilita o socorro e a reconstrução.

Passada a fase mais aguda, teremos que pensar no futuro e trabalhar para que o drama não se repita na próxima estação de chuvas. Não podemos mais aceitar situações como a vista em Venda Nova, no fim de 2018, na qual mãe e filha morreram depois que o carro em que elas estavam foi arrastado pela água da chuva. Ambas foram encontradas abraçadas e com um terço na mão.

Nem as tristes cenas de soterramento do último fim de semana, como as que mataram um casal com sua filha em Betim e uma mãe com dois filhos pequenos em Ibirité. Toda vida conta e os agentes públicos devem fazer de tudo para preservá-las.

No meio da tragédia, é necessário homenagear os bombeiros de Minas Gerais, que trabalharam incansavelmente no resgate de vítimas. Sem eles, a catástrofe teria sido ainda maior. Um ano após outra triste tragédia, a de Brumadinho, os bravos bombeiros mineiros voltaram a mostrar seu valor.

Desastres como esse são motivos para tristeza e lamento, mas também para aprendizado. Temos que unir forças para tomar medidas de curto prazo, como a melhoria da limpeza urbana. De médio, como as obras de drenagem que são extremamente essenciais para acabar com áreas de alagamento. E, a longo prazo, todas as cidades precisam contar com obras maiores de infraestrutura que visam o escoamento de águas pluviais, como em galerias e bacias de contenção.

Vamos todos os mineiros trabalharmos juntos para deixar de conviver com desastres como fatos naturais.